Otimismo nas tragédias

Otimismo nas tragédias

O otimismo não é uma doce ilusão apenas. Sim, nessa vida perdemos, e, perdemos muito às vezes! Nesses episódios tristes e indesejáveis, chegamos a “perder o chão” inclusive! Lamentamos, choramos, esvai-se a nossa alegria. Questionamos e socamos o ar e a dor chega ser tão tremenda que escondemos o rosto dentro de nossas mãos que não se cansam de enxugar as lágrimas. Alguém já teve uma experiência assim? Você já teve?

Em momentos assim, o sol perde o brilho, as cores se desbotam, os cheiros que outrora eram agradáveis perdem a atração e nos encontramos dentro de uma nuvem espessa de desespero e agonia. Não, não é exagero! Lembre-se que momentos antes de encarar a cruz, Jesus se identificou com a agonia, a dor e a angústia.

Em 1952, Florence Chadwick mergulhou nas águas do Oceano Pacífico na ilha de Catalina, California. Ela havia decidido fazer a travessia da ilha até a costa do continente. Embora sendo experiente e já houvesse nadado o Canal da Mancha nas duas direções, naquele dia, o tempo estava nublado e a única coisa que ela conseguia enxergar era a neblina densa. Foram mais de 15 horas de nado. Por fim, exausta fisicamente e emocionalmente, ela pediu para que a equipe que a acompanhava num bote retirasse-a das águas. Somente depois de entrar no bote é que ela percebeu que lhe restava apenas um kilometro para ela alcançar a façanha.  No dia seguinte numa conferência com reporteres, ela disse: “Tudo o que eu podia ver era a densa neblina. Creio que se eu pudesse enxergar a praia, eu teria ido até o fim”.

Uma lição na minha vida e espero na sua também; Quando as circunstâncias somente se apresentarem em forma de neblina e não conseguirmos enxergar o fim dos desafios, dores e decepções que a vida nos apresenta, continuemos a manter nossos olhos em Cristo. Com os olhos da fé, nossos corações serão confortados para mantermos o otimismo e a esperança e fazermos as travessias nos momentos difíceis. Com os olhos da fé fixos em Cristo, sabemos que a linha de chegada está mais próxima do que imaginamos!

Um abraço! Antenor